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14 de dezembro de 2014

Zazen – 14/12/2014






Se ainda temos de apontar para alguns grupos que devem ser incluídos, é porque estamos distantes de um coração bondoso.


Respeito e Compaixão pelos homossexuais. Respeito e Compaixão pelas mulheres. Respeito e Compaixão pelos idosos. Respeito e Compaixão pelas crianças. Respeito e Compaixão pelos seres humanos. Respeito e Compaixão pela vida na Terra.

Respeitar é mais do que tolerar.

Compaixão é identificação e cuidado terno.

Quando minha mão esquerda se machuca, minha mão direita imediatamente a vai socorrer. Sem esperar nada em troca. Porque somos um só corpo e uma só vida.

Quando iremos todos despertar?

[...]

Ver a realidade assim como é. Sem manipular a mente de ninguém — nem mesmo a sua.

Sem ser manipulada por ninguém — a nossa mente sagrada.

Para isso é preciso despertar. Despertar é ver em profundidade. É compreender as manobras dos manobristas e se desvencilhar da visão tacanha, corrupta. Corrupta de coração rompido, de se sentir separada do todo. Em quantas corrupções você esteve envolvido hoje?

Não falar dos erros e faltas alheios é um dos Preceitos de Buda. Uma sugestão para o Nirvana, a paz sábia.

[...]

Se ainda temos de apontar para alguns grupos que devem ser respeitados e incluídos é porque estamos muito, muito distantes do coração bondoso, terno, acolhedor, humilde da compaixão ilimitada.

Nós, filhos e filhas da Terra e do Sol, habitantes da Via Láctea, podemos. Podemos e devemos apreciar a vida.

Estamos sempre chegando, chegando, partindo, indo, voltando e indo novamente.

Incessante movimento — que haja respeito e compaixão no movimento quieto do nada-tudo.

Somos o todo manifesto.

Monja Coen
Texto da Monja Coen publicado no jornal O Globo de 16/10/2014.
Fonte: http://www.monjacoen.com.br/textos/textos-da-monja-coen/1626-respeito-e-compaixao

26 de outubro de 2014

Zazen - 26/10/2014

Imagem: Monge Daitetsu

Todos os pensamentos egocentrados limitam a vastidão da mente. Quando não alimentamos pensamentos; nenhum de conquista, nem pensamentos egocentrados, somos verdadeiros principiantes e podemos então aprender alguma coisa de fato. A mente do principiante é mente de compaixão. Quando nossa mente é compassiva, torna-se ilimitada. O mestre Dogen, fundador da nossa escola, sempre enfatizou a importância de preservar nossa mente original ilimitada. Com ela somos verdadeiros conosco, estamos em comunhão com todos os seres e podemos, de fato, praticar.


Texto de Shunryu Suzuki Roshi

17 de agosto de 2014

Zazen – 17/08/2014



...


Pergunta – Queria que o Senhor falasse um pouco sobre a compaixão. 

Monge Genshô - A compaixão é muito diferente da pena, da piedade, a compaixão surge daquele sentimento, “sentei-me com todos os seres, todos os seres estão juntos comigo, todos os seres sofrem, então todos são como eu, eu e eles somos um”. Então se eles sofrem, eu sofro. Isso é compadecer-se. Compadecer-se é padecer junto, sentir a dor do outrojunto.“Nós” é só um grande eu. É um eu ampliado, os países às vezes pensam assim” “nós”. Mas é em relação ao seu país, ou à sua raça, mas “nós” no budismo é: todos os seres e a grande terra. Nem um fora.

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O Dharma é um grande presente, ele está em muitos lugares, não só no budismo. Nós devemos procurá-lo ativamente, porque ele não surge da ignorância, ele só surge do esforço e da sabedoria, então, por favor, esforcem-se....

Consciente e inconsciente
Monge Genshô

Fonte: http://opicodamontanha.blogspot.com.br/2014/07/consciente-e-inconsciente.html?m=1
Imagem: Rafa Ferreira